Please come back to me ?
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Ser livre é saber seus próprios limites e poder chegar até eles. Acreditar que milagres não caem do céu, e se você realmente quer um milagre em sua vida então tem que SER o milagre.
C
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“Você me tratou mal, você fez com que eu não soubesse mais quem eu sou, que ódio, você fez com que eu me afogasse. Você me deixou de lado, fez com que eu me sentisse esquecível. Você mentiu pra mim. E me usou pra ver se esquecia outra pessoa. Você me magoou demais, seu otário. Você foi frio, seco, áspero, você fez com que eu baixasse da internet músicas de Sandy e Júnior. Tem noção do que é isso? Sabe o que dá mais raiva? Sei que você está bem. E sorrindo. E vivendo a porra da sua vida numa boa, sem pensar em mim. Claro, sou esquecível, não é mesmo? Você sequer pensou em mim, no que eu sentia, em como eu me sentia. Ai, que raiva de você! Meu coração está doendo. E eu chorei tantas vezes, muitas vezes, um quadrilhão de vezes e você nunca, em nenhum momento esteve aqui pra secar as minhas lágrimas e juntar os meus pedaços do chão. Você nem me trouxe um ouro branco. Você nem me deu um beijo. Você me empurrou da escada. Me deu um pontapé e nem virou pra perguntar se doeu. Você é mau. Você me trouxe um gosto estranho, aquele sabor que eu queria nunca mais lembrar: rejeição. E você não foi leal. E nem meu amigo. Eu cheguei a pensar que fôssemos amigos. Eu achei que a gente até podia ser um casal. E até usar aqueles colares bregas com as iniciais do nome do outro. Sei, eu estava doente. É, doente de amor mesmo, tô sabendo. E agora não tem ninguém do meu lado, nem você e nem ninguém. E nenhuma lembrança, nem rastro, nem nada de você. Que raiva de mim. E que saudade é essa de você? Você não sabe amar. Você não sabe o que é amor e respeito. Você não é normal. Você gosta de quem te maltrata. Amor não é jogo, não é labirinto, não é loucura, não é isso que ela diz que sente por você. Você está atormentando os meus pensamentos. Que raiva de você. E que saudade é essa de mim? Você não vale nada, é um otário que não presta e é um babaca ridículo que me deixou escapar. O problema é que você não me deixou escapar, você quis que eu escapasse naquele dia, aliás, naquela noite em que você disse que estava saindo da minha vida pra sempre. E você nem voltou. Você nem ligou. Nem mandou mensagem. Nem e-mail. Nem scrap. Nem mesmo um “sinto saudade”. Você saiu, bateu a porta e nunca mais abriu, nem espiou pela frestinha. Isso prova que eu sou mesmo mais uma na sua vida. E você disse que não queria me perder. E fez tudo errado, agiu como se quisesse. Eu te procurei e você fingiu que nem viu. Eu odeio você. Odeio. Mas penso em você quando toca aquela música, quando penso naquele filme, quando tô alegre, triste, feliz, deprimida, chorando, rindo. Penso nas coisas que eu queria contar e dividir com você. Penso em como as coisas eram e como podiam, um dia, ser. E eu sei que antes de dormir vou pensar em você e amanhã vou acordar com você no pensamento. Posso até sonhar com você. E vou tomar café com você na cabeça, caralho, você não podia ter ido embora assim. Seu filho da puta! Tô chorando, tá satisfeito? Está doendo, sabia?”
Clarissa Corrêa.  

A última carta de sua coleção de desabafos!

As coisas estão ficando cada vez mais complicada! A última carta que te escrevi foi a duas semanas atrás, me desculpe. Eu passei dia imaginando o que escreveria aqui e, por fim, resolvi escrever sobre tudo pelo que passei. Está mais do que na hora de explicar tudo, não acha? Enfim… Por onde começar? Acho melhor desde o início, desde quando tudo começou a desmoronar pra mim e isso faz um bom tempo, aconteceu quando eu tinha sete anos a e eu nem imaginava o quanto afetaria a minha vida. A perda do meu avô. Eu havia acabado de chegar da escola e soube que ele tinha morrido. Eu nunca disse o quanto o amava, eu não sabia o quanto demonstrar nosso sentimento era importante. No dia do enterro, eu não fui. Disseram que eu era muito nova para entrar em um cemitério, então fui para escola. Não chorei em nenhum momento, foi um dos piores dias da minha vida. Depois disso, nunca me senti totalmente feliz. Sempre queria estar com ele, me culpava por nunca te dito adeus, nunca ter falado mo quanto ele era especial. Até hoje, depois de quase dez anos ainda me lembro de como íamos catar limão no sítio de meu pai ou de como ele me fazia rir quando cuidava de mim. Logo depois, passei a ser assediada por um cara que trabalhava pro meu pai. Eu fui obrigada a ver eles todos os dias até o inicio do ano, sentia medo dele e vergonha de mim. Ele “abusou” por parte de mim e sinto ódio dele. Ele acabou com a pouca parte que eu tinha. Acabou com a parte que ainda podia ser feliz.
Depois disso minha vida mudou de cabeça pra abaixo! Eu fui crescendo e comecei a ter mais problemas. Se ia à rua era xingada de gorda, de mimada, de baleia, jamanta e outros apelidos ofensivos, me sentia um lixo e fui crescendo com isso. Passei a não querer comer e a vomitar quando fiz onze anos de idade, quando uma “amiga” me falou sobre isso. Comecei a achar que as coisas melhorariam só se eu emagrecesse, ficava dias sem comer e comecei a ter menos animo! Anda assim, na escola e pros meus familiares fingia que estava tudo bem, sem nunca querer mostrar a fraqueza que meu pai tanto dizia que eu tinha! Ao final dos meus onze anos passei a me cortar, a mesma “amiga” me falou sobre isso e passei a fazer! Achei que melhoraria, mas apenas piorei.
Aos 14 anos eu já não sabia mais ser alegre ou verdadeira com meus sentimentos, passei a viver maior parte do meu tempo lendo livros, ouvindo música ou escrevendo meus textos. Ao todo completei três cadernos em dois anos. Foi nessa mesma época em que conheci uma menina que tinha os mesmo problemas que eu! Passamos a nos ajudar, ela melhorou e eu passei a tentar me suicidar quase toda semana. Cada tentativa mais frustrada que a outra, cada tentativa mais falsa. Foi quando em inicio de abril de 2011 me levaram na psicóloga pela primeira vez. Nunca contei tudo, porém continuo indo até hoje! Nem aqui poderei contar tudo! Eu vou explicando por alto. Em 2012 foi a primeira vez que chorei dentro da sala de aula. Depois de 9 anos na mesma escola foi a primeira vez que me viram chorar. Eu estava com raiva de mim, havia comido pedaço de chocolate e queria vomitar, mas não deixavam eu sair. Comecei a chorar compulsivamente até me levaram pra sala da pedagoga da escola, fiquei lá pelo resto do dia e fingi estar doente os dois dias seguintes, estava com vergonha por ter sido fraca.
Foi nesse período que fui à primeira psiquiatra, a minha médica disse que ela passaria um remédio que me controlaria, acreditem ou não, não adfiantou! Eu passei a ter efeitos colaterais como, por exemplo, desmaiar, ter dores abdominais e entre outros problemas que me levaram ao hospital junto da quantidade de calmantes que eu tomava. Tive minha paixões, mas todas me fizeram mal. Sempre sai como coração partido e com lágrimas, sempre traída, esquecida ou algo do gênero. Encontrei conforto no meio de séries e filmes!
Hoje aos 16 anos, continua a mesma coisa, apenas com algumas mudanças como eu ter aprendido a controlar a vontade de me matar, de saber controlar mais ou de não ser tão mandada. Porém piorei em outros aspectos, eu que sempre fui dócil estou mais nervosa, mais brigona. Não consigo. Apenas acho que qualquer pessoa que se aproxime vai acabar comigo. É estranho né? Uma pessoa que vive sorrindo ser tão triste, como eu poderia saber que a vida que eu tanto passei noites imaginando quando era pequena ia se transformar nesse pesadelo? Sei que tem gente que tem problemas piores e admiro a força deles, só que não sou assim! Sou fraca demais.
E ai, agora você entende? Essas cartas fizeram parte da minha tentativa de não acabar comigo mesma. Hoje meu pai disse que ele esta cansado de ter uma filha doente, então irei deixar de ser a filha doente e virarei seu anjo. Eu sei, eu prometi que não desistiria, mas vai ser o melhor pra todos eles.
Eu só queria que eles soubessem que eu os amo acima de tudo e preferi machucar a mim a eles. Só queria ser feliz e acabei me destruindo, destruindo tudo que eles tinham. Eu não posso culpar ninguém, eu fiz isso comigo mesma! Obrigada por ter ficado comigo todo esse tempo. Desculpe por ter desistido, só não posso mais magoar ninguém. Serei o anjo de quem eu amo, irei cuidar deles e farei o que não fiz aqui! Só o fim vai me trazer paz, infelizmente, nunca tive ninguém que me fizesse parar de pensar nisso, que me fizesse pensar que valia a pena estar viva e que no final eu seria feliz. Está tudo acabado pra mim, sempre esteve. Esse é o fim do túnel pra mim, irei ir sozinha da mesma forma que vivi toda minha vida! É assim que tem que ser, se cuide!

“Basta olhar no fundo dos meus olhos pra ver que já não sou como era antes. Tudo que eu preciso é de uma chance, de alguns instantes. Sinceramente ainda acredito em um destino forte e implacável, e tudo que nós temos pra viver é muito mais do que sonhamos. Será que é difícil entender porquê eu ainda insisto em nós, será que é difícil entender? Vem andar comigo. Vem, vem meu amor, as flores estão no caminho, vem andar comigo.”
— Jota Quest. 

Falaram uma vez que grandes poetas precisam escrever um vanglorioso, grandioso, vaidoso auto retrato redundante. Pois bem, esse é o meu terceiro. Não escrevo porque me acho um grande escritor, pois não sou. Não escrevo porque quero que a posterioridade me conheça a fundo. Não porque queira passar uma imagem bela e sensata. Escrevo isso, agora, por modinha. Não tenho paciência de passar horas no espelho escolhendo adjetivos para o meu cabelo. Ele é normal. Negro e indígena. Despenteado a maioria das vezes, inclusive agora. Ele se ajeita sozinho, mas sair revoado incomoda. Meu olho é normal também. Pequenino e asiático. Meu pé é grande e minha mão tem dedos curtos. Bom para escrever. Para os que acham que sim, não, não seguro o lápis com firmeza tampouco escrevo meus textos com certeza plena do resultado final. Obra do poema é mérito do poema e não do poeta sozinho. Há uma força compositora que vai além dos nossos muros erguidos de pele e osso.

Vou fazer mais um pouco
De alarde
Sobre minha pele
Que é morena
Lisa
Manchada
Espinhenta
Oleosa
Sonolenta
Salpicada de sonhos
Espalhados pela sua extensão

São os sonhos externos
Escritos na pele
Que fazem do escritor
Uma linha incompleta

Falaram que poetas devem compor sobre si. Discordo. O poeta é só uma abstração do poema para que as pessoas não se assustem com a verdade. Os fatos asseveram que existe um escritor, mas na realidade o poema é suficientemente capaz de auto existir, auto alimentar-se, auto sobreviver, auto morrer. O capataz não é o poeta. O capitão do mato tem chicote de palavras e moleskine.

Minha grandiosa
Obra
Está incompleta

Que assim ela esteja
Sempre
Até que o dia nasça de outra estrela menos estonteante

A.E.C Souza  
“Algumas vezes na vida, você encontra uma amiga especial. Alguém que muda sua vida simplesmente por estar nela. Alguém que te faz rir até você não poder mais parar. Alguém que faz você acreditar que realmente tem algo bom no mundo. Alguém que te convence que lá tem uma porta destrancada só esperando você abri-la. Isso é uma amizade pra sempre. Quando você está pra baixo e o mundo parece escuro e vazio, sua amiga pra sempre te põe pra cima e faz com que o mundo escuro e vazio fique bem claro. Sua amiga pra sempre te ajuda nas horas difíceis, tristes e confusas. Se você se virar e começar a caminhar, sua amiga pra sempre te segue. Se você perder seu caminho, ela te guia e te põe no caminho certo. Sua amiga pra sempre segura sua mão e diz que vai ficar tudo bem. Sua amiga é pra sempre, e pra sempre não tem fim.”
Marilyn Monroe  
“Não somos mais namorados, nem amigos, muito menos conhecidos. Viramos algo do tipo quando a gente bebe a gente liga, quando a gente fica bêbado a gente lembra de algum filho da puta. E o meu filho da puta no caso é você. Encho a cara, olho minha lista inteira de contatos e sempre escolho você pra ligar. Vontade, saudade, não sei. Só sei que dá vontade de vomitar as palavras pra você, de dizer tudo que já te disse e mais um pouco. Que parece que nunca é o suficiente, que sempre em uma outra ligação tenho outro motivo para te odiar, para te xingar, para dizer que você é o pior cara do mundo. Choro, esperneio, grito, brigo mesmo. Você não liga, ainda ri da minha cara. Diz que estou bêbada que tenho que desligar e ir embora, pede pra eu me cuidar. Se cuidar como? Não te ligar mais como? Você sabe que eu não sei me cuidar direito, sabe que eu não tenho coragem de excluir seu número dos meus contatos, você sabe. Mas, o que você não sabe é que essa necessidade de te ligar não é amor, sentir falta muito menos, saudade? É pode ser saudade. Mas, não te quero mais. Te ligo pra desabafar, pra dizer que estou bem, que ainda me preocupo um pouco com você, mas é isso… Porque a fila anda. Minha fila andou, to gostando de outro, você não sabe, mas deve imaginar. E é isso que acontece com ex-namorados, com ex-amigos, eles se separam, encontram outras pessoas e são felizes. A vida segue, tem que seguir, mas às vezes a gente meio que tenta dar uma fugidinha e voltar pra trás, meio pra consertar a merda que foi feita, mas merda feita não tem como arrumar. Só seguir. Só fingir que não aconteceu.
“Vem. Não prometo muita coisa porque as pessoas vivem quebrando promessas e eu sei o quanto uma promessa quebrada pode machucar mas, se você vir a gente pode quebrar a cabeça juntos tentando achar desculpas para ficarmos juntos. Você precisa vir porque quando se sente alguma coisa o olho no olho faz o coração bater no mesmo ritmo do outro. Vem, eu deixo você me ganhar no vídeo game e digo que o mérito foi exclusivamente seu. Eu toco violão e a gente canta Nando Reis e digo que sua voz se parece com a da Roberta Campos em De janeiro a janeiro. Você vem e eu te conto sobre os livros que já li e sobre como eu já sonhava com o dia em que você iria aparecer na minha vida. Mas isso só vai dar certo se você também quiser, se você acreditar e se esforçar pra que isso (nós) valha a pena. Você também precisa sentir, você precisa vir. Vem?”
“Quem me dera ao menos uma vez, ter de volta todo o ouro que entreguei a quem conseguiu me convencer que era prova de amizade, se alguém levasse embora até o que eu não tinha. Quem me dera ao menos uma vez, esquecer que acreditei que era por brincadeira que se cortava sempre um pano-de-chão de linho nobre e pura seda. Quem me dera ao menos uma vez, explicar o que ninguém consegue entender, que o que aconteceu ainda está por vir e o futuro não é mais como era antigamente. Quem me dera ao menos uma vez, provar que quem tem mais do que precisa ter quase sempre se convence que não tem o bastante, fala demais por não ter nada a dizer. Quem me dera ao menos uma vez, que o mais simples fosse visto como o mais importante, mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente.Quem me dera ao menos uma vez, entender como um só Deus ao mesmo tempo é três e esse mesmo Deus foi morto por vocês… Sua maldade, então, deixaram Deus tão triste. Eu quis o perigo e até sangrei sozinho. Entenda, assim pude trazer você de volta pra mim quando descobri que é sempre só você que me entende do iní­cio ao fim. E é só você que tem a cura pro meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto, de tudo que eu ainda não vi. Quem me dera ao menos uma vez, acreditar por um instante em tudo que existe e acreditar que o mundo é perfeito e que todas as pessoas são felizes. Quem me dera ao menos uma vez, fazer com que o mundo saiba que seu nome está em tudo e mesmo assim, ninguém lhe diz ao menos obrigado.”
Legião Urbana  
“To bem. To viva. Um amor não me destruiu e muito menos tirou meu sorriso. A vida segue, você descobre que é bem mais forte que imaginou ser, viu que consegue superar desafios difíceis e que sempre vai ter alguém para te estender a mão para você se levantar. E essa mão muitas das vezes são de pessoas que você não esperava um pingo de generosidade, você se surpreende, na verdade, a vida mesmo te surpreende. Afinal, você descobre que o tempo pode mesmo curar um coração ferido por um amor, que com o tempo toda cicatriz se cicatriza e que depois disso, você está pronta para viver mais uma aventura. Ou um novo amor, talvez. A vida te derruba, te mostra verdades, pessoas que você deve confiar e aquelas que você deve passar longe. Te mostra que o tempo cura, que pessoas vão vir e ir da sua vida, mas algumas irão permanecer. Vai te mostrar que todo mundo merece ser feliz e que existe sim alguém que combine com você, que vai te mostrar que ele demorou, mas chegou. E assim a gente, segue. Caindo, levantando, tendo perdas, tendo aliados, tenho amor e mais amor. Porque é disso que precisamos de mais amor, por favor.